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| fonte da imagem: http://www.fotolog.com/ananhezini |
Uma das coisas mais importantes que aconteceram na minha vida foi minha conversão. Sempre fui deísta, mas a Igreja me proporcionou a liberdade verdadeira de ter encontrado Deus e o que Ele deseja pra mim, minha felicidade completa e minha existência em plenitude com Sua criação.
É até poético, né? A conversão faz maravilhas por nós. Claro que antes dela não sentimos a menor falta (só sabemos o que estamos perdendo quando conhecemos o que não está ali). Uma vez inseridos nesse âmbito, mudamos e somos mais felizes; não que seja fácil (ser católico não facilita a vida de ninguém no sentido prático/preguiçoso pós-moderno!), mas nos percebemos e ficamos mais tranquilos e prontos pra encarar a vida.
A conversão, dentro do que vejo, se dá de duas formas: um processo e um ponto. Explico: existe um processo que vai te levar àquilo, te mostrar que existe e fazer você considerar. Um amigo que te apresenta? Sua família? Aquela missa de formatura que você foi obrigado a ir em que as palavras te tocaram e você começou a refletir? Não sei, são muitas variáveis e cada um tem a sua. O processo é aquele caminhar que um dia culminou no ponto. O que chamo de ponto é aquele momento em que você se percebe ou se coloca como católico. São duas coisas mágicas: a descoberta, o traçado e a virada.
O grande lance é o que vem depois do ponto. Talvez tenham sido dias em um retiro, ou uma oração. Voltar à vida depois disso apresenta um desafio verdadeiro. Por quê? O “mundo real” não é o clima perfeito para a gente se manter aquele convertido fervoroso do ponto. Falta de tempo, redes sociais, trânsito, aqueles amigos tatus (que querem levar a gente para o buraco): tudo parece divergir daquela alegria imensa e daquela sensação de encontro que a gente havia sentido. E aí? E aí que o que vem é uma sensação de estar no meio, em um lugar que não é lugar – já se experimentou o pertencimento a uma realidade sobrenatural e maravilhosa, mas a vida sempre foi aquela e ela grita lá do fundo daquele poço confortável onde tem tanta gente, tanta folga…
Corre-se o risco de a conversão esfriar e, nesse entre-lugar, sermos mornos. Que tristeza! Nem pra um lado nem pro outro, ficar nesse meio confortável em que se aproveita o bom de cada um. “Vou à Missa quando a balada de sábado não atrapalhar a levantar”.
Por isso é importante lembrar algumas coisas de que eu mesma tento me lembrar todos os dias: a conversão é muito mais que um processo e um ponto. Ela é um processo, um ponto e uma vida de convergências. Não posso sair do mundo divergente do que acredito – então preciso (eu comigo) lutar para convergir. Aguardar para que a conversão aconteça é um tiro no pé à medida que entendemos que Deus oferece Suas maravilhas, mas depende inteiramente de nós permanecer na Sua Graça. A Sua oferta está sempre de pé.
Enquanto aguardarmos no acostamento, a conversão fica lá, pronta para ser feita e eu é que fico parado. E pra fazer relação com a piadinha da imagem, lembrar que na vida como nas estradas, eu nunca paro de caminhar e, assim, posso sempre escolher pra onde estou indo.


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