![]() |
| imagem de: veja.abril.com.br |
Recordo-me de quando comecei a ter contato com a Internet, bem lá no início dos anos 2000, através de um amigo que tinha ganhado um computador super moderno que usava ainda a maravilha da Internet discada. Sim, além dos joguinhos que o PC oferecia, ainda era possível participar de salas de bate papo, tudo naquela velocidade que a galera já sabe que era horrível, mas pra mim, estava maravilhoso.
Passado esse primeiro momento, eu e o mundo virtual nos separamos um pouco. Não me interessava e nem conhecia muitas possibilidades nesse sentido, mas sabia que isso mudaria bastante. Finalmente, no mês de setembro de 2004, conheci o até então promissor site de relacionamentos Orkut, por meio de um amigo que tinha uma conta e comentava as atribuições daquela novidade. Como eu não tinha computador e o advento das lan houses ainda não tinha acontecido, fiquei meio na vontade, mas, vez ou outra, me informava do que estava acontecendo no site e logo, com a ajuda de benfeitores, que me fizeram o tão esperado convite, ingressei no mundo das redes sociais.
Faço questão de citar o Orkut e o MSN, que foram duas maravilhas da tecnologia que encurtaram distâncias e colocaram milhões de pessoas em ligação direta com o mundo globalizado. E quase com a mesma força e velocidade que cresceram e se tornaram febre, esses primeiros “brinquedinhos” sociais que tantos utilizaram, foram deixados de lado, quase como se nunca tivessem existido.
As coisas mudam, o mundo virtual muda, chegam novas tecnologias e propostas, e certos recursos que não podíamos nos imaginar sem, se tornam ultrapassados e inúteis. Interessante como muitas vezes, esse fenômeno cibernético acontece na vida real, nos nossos relacionamentos pessoais. As pessoas ganham status de um deus e com a mesma rapidez com que se tornam “insubstituíveis” passam a ser irrelevantes. Novas escolhas são feitas, e o “bicho gente” passa a ser visto como algo, como uma coisa que pode ser realmente substituída.
É inegável que os meios que hoje nos são oferecidos são de grande utilidade, é claro que crescemos em poder de ação e desenvolvimento, seja no trabalho, na Igreja ou na própria família. Ninguém há de negar que o tanto de praticidade e entretenimento que temos em mãos, é ótimo. O problema é quando nos esquecemos da boa e velha prudência e do equilíbrio que nos ajuda a controlar os meios, antes de sermos controlados por eles. Nestes 10 anos em que tenho tido contato com este tipo de proposta, sobretudo a que vem por meio das redes sociais, que pra mim são muito importantes, posso afirmar que o problema não está no Facebook, Twiter ou afins. O mal que desses meios tem partido é culpa de quem os utiliza, ou seja, eu e você. Assim como uma faca pode ser maravilhosa para o uso doméstico, a mesma pode se tornar instrumento de assassinato, dependendo de quem a tem.
No fim das contas tudo isso passa e o que ficará é a solidez dos relacionamentos verdadeiros, aqueles que não dependem de computador para se sustentarem, que bebem da possibilidade tecnológica, mas nem de longe são reféns dela.


Deixe um comentário