FIJ é bom que dói

Queridos leitores, este texto não tem como objetivo explicar algum tema, ou analisar algum assunto interessante como geralmente temos o prazer de ler neste blog. Não. Neste texto vou apenas contar um pouco da experiência que tive no ultimo fim de semana.

Como explicado na ultima publicação, nesse fim de semana aconteceu o FIJ – Formação Integral do Jovem, um encontro bastante conhecido por Petrópolis que não acontecia faz um tempo, e por providencia de Deus voltou a acontecer em nossa diocese. Enfim, foi lá que eu passei o fim de semana. E agora vou fazer o que tantas vezes tive a oportunidade de fazer no FIJ e não fiz: partilhar.

Se você já ouviu falar do FIJ provavelmente ouviu a frase “FIJ é bom que dói”, e comigo foi assim mesmo. Eu diria até que o FIJ é bom justamente porque dói… Doeu ver que tanto tempo depois do meu primeiro encontro eu não tenho a entrega que deveria, doeu ver como eu sou apegada a coisas e pessoas, doeu ver que a minha formação ainda é muito superficial diante da grandeza da nossa doutrina, doeu ver como eu sou fraca para aguentar as contrariedades, doeu mostrar quem eu realmente sou, doeu ver minha falta de comprometimento com o próximo. Mas o que mais doeu foi perceber que o FIJ não foi mais um encontro que me manterá motivada por algum tempo, até fazer outro. A proposta que Deus me faz já está mais do que lançada, e Ele continua esperando meu sim, e vai continuar se não for dessa vez…

FIJ é bom que dói, mas cura. Pois lá aprendi também que a dor pela dor não vale de nada. E quando confiei em Deus o suficiente para refletir, rezar e dividir situações que machucam, eu pude experimentar isso. E se o FIJ me arrancou alguma lágrima, mais ainda me arrancou sorrisos, conversas, gargalhadas, criatividade…

Tenho ainda a partilhar que o que mais pedi a Deus foi para que me fizesse mais constante, e Ele me respondeu deixando pistas. Uma delas foi me lembrar que eu não estou só na caminhada. O FIJ me recordou de pessoas já conhecidas, me apresentou outras, e se por algum tempo eu pensei que não ter amigos era uma fatalidade, lá eu percebi que, na verdade, ser amiga depende primeiro de mim. E eu quero abraçar isso para minha vida.

Tive oportunidades de partilhar e não o fiz, e não o fiz por que lá me senti muito motivada a trocar minha vontade de sempre ensinar pela vontade nova de aprender. E como eu aprendi… Se eu pudesse traduzir minha experiência em um sentimento, ele seria a paz de alguém que acredita que tudo pode dar certo. Se pudesse traduzir em um ensinamento, seria a certeza de que Quem tudo pode acredita nisso também.


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