Sofrimento: fugir ou lidar com ele?

Hoje resolvi escrever sobre algo que tem povoado meus pensamentos, tomado meu tempo e, o que é melhor, tem me feito rezar: como lidar com o sofrimento. Por que passamos por tantas situações que, por tantas vezes, fogem de nosso controle?

Essa reflexão não é nem de longe algo novo, pelo contrário, grandes nomes ao longo da história da humanidade também já versaram sobre esse assunto. Visando partilhar com você, falando da minha própria experiência e abrindo espaço para que você fale da sua também, vamos ao ponto da questão do sofrimento. Tanto eu como você sabemos que uma sensação
muito característica dos momentos de sofrimento, sejam eles do nível que forem, é a de que aquilo não vai passar, de que vai durar pra sempre. Como é difícil lidar com isso, você não concorda?

Mas e aí, o que fazer então? Qual a solução para amenizar a dor que por vezes sentimos e que não pode ser sanada por meio de nenhum tipo de analgésico?

Pois bem, muitos escolhem o caminho do isolamento, se escondendo do resto do mundo e tentando se esconder de si mesmos: o que não é possível. Daí mergulham ainda mais profundamente na tristeza, aumentando o vazio e agravando o problema; outros se refugiam no barulho, nas festas, na fachada das chamadas “baladas” que por algumas horas distraem a atenção do mundo real, mas ao fim de cada noite regada – muitas vezes a quantidades cada vez mais altas de álcool e drogas de todos os tipos – chega mais uma vez o momento de encarar a si mesmo e a situação da qual se fugia continua lá e o que é pior: nenhum dos artifícios tentados foi capaz de minimizar o sofrimento, pelo contrario, ele só é prolongado.

Muitas outras formas de fuga poderiam ser citadas aqui, mas meu objetivo não é fazer com que pensemos em todas elas, mas sim no que de fato pode nos ajudar a lidar com os dilemas que fatalmente a vida nos apresenta sem poupar ninguém. Então, o que fazer? Pois é, essa é a pergunta que muitas vezes me faço, mas para ser muito honesto com você que está gastando seu tempo me acompanhando nesta reflexão, a resposta é simples, e não se encontra no campo dos sentimentos, ela vai além e exige de nós um passo que por vezes não queremos dar.

A resposta é confiar em Deus: o que não garante que o sofrimento vai se extinguir. Jesus não nos prometeu que seria fácil, mas quando rompemos com nosso “mundinho” e ousamos acreditar nas promessas de Deus tudo ganha um novo sentido, o sofrimento já não é o momento que trará o desespero à nossa vida, mas sim a escada que nos fará chegar ao lugar destinado a todos nós.

Repito: nós sofremos, nos sentimos incomodados e de fato queremos nos livrar dessa sensação. Nem sempre nós sentimos Deus e é por isso que a fé não é um sentimento, e sim uma decisão.

Notem que não dei a resposta do porquê passamos por inúmeras situações difíceis na vida. O motivo pelo qual nós temos que passar por elas, eu não sei, mas sei que a resposta para não deixarmos esses momentos determinarem o nosso fim é crer, acreditar no que Deus prometeu.

O que Deus nos prometeu? Vamos nos aprofundar juntos para chegar a esta resposta, no dialogo que é proposto aqui no nosso Blog, nas reuniões promovidas e sobretudo na oração.

Paulo Vitor
Professor de Educação física e Religião – Oficina de Valores

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