O fato de não agradecermos se dá ao costume que cultivamos em ganhar as coisas e achar que é obrigação do outro ter-nos feito, o que frequentemente nos leva a agir com ingratidão. Muitas vezes não passa pela nossa cabeça que o outro não possuía obrigação alguma de dar ou fazer algo. Queremos a parte boa que é o ganhar, mas não queremos percorrer o caminho, não queremos fazer o esforço para alcançarmos o pedido. Além do mais, em variadas situações tendemos a nos revoltar contra o Senhor, contudo sem a nossa parte feita fica complicado para a realização da D’Ele.
A passagem de Lucas 17: 11-19 – “A parábola do Leproso Agradecido” pode nos ajudar a compreender melhor o sentido de gratidão. Nessa passagem é retratada a bondade e a atenção do Senhor em olhar para a necessidade daqueles homens. Aqueles leprosos foram humildes em pedir, obedientes ao percorrer o caminho e o Senhor foi atento em conceder a graça solicitada, porém nem todos voltaram para agradecer.
A atitude de reconhecimento e de justiça do leproso agradecido é muito bela ao contrário da daqueles nove que agiram com ingratidão, e quando você é grato há uma profundidade na relação com o doador, ou seja, você dilata o coração e o torna mais disponível a receber outras graças. Santa Teresa dizia: “O que mais me atrai as graças de Deus é o reconhecimento, porque, se lhe agradecemos um benefício, Ele se comove e se apressa fazer-nos outros dez, e se continuarmos a manifestar-lhe o nosso agradecimento, que multiplicação abundante de graças”.
Temos hoje a oportunidade de escolher agradecer ou não por todos os momentos, cabe a nós reconhecer a nossa vida como um presente ou uma fatalidade, afinal o que queremos? Hoje, em que lugar nós nos enquadramos? Será que estamos entre os nove que foram embora sem olhar para trás com o coração ingrato? Ou somos como esse um que voltou com o coração cheio de esperança e gratidão?

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